
Maconha é um dos assuntos mais esquisitos que eu conheço. O medo que as pessoas têm dela - até de pronunciar a palavra - é tão irracional e sem sentido que dá até medo. Pessoas que você sempre julgou sérias e racionais se transformam em demônios cheios de ódio quando tocam no assunto, muito embora não façam a menor idéia do que estão falando. Sem contar que basta tocar no assunto para todo mundo automaticamente pensar que você fuma.
Como tenho alguns links interessantes sobre o assunto, e estamos chegando perto do dia da Marcha Mundial da Maconha, achei interessante abordar o assunto aqui no blog.
Vou começar falando sobre a opinião que o público geral tem sobre a maconha. Vocês certamente conhecem o programa "Sem Meias Palavras", que imortalizou o grande filósofo Jeremias no YouTube. Na matéria abaixo, eles mostram um bêbado chamado Leonaldo. O cara está caído, dormindo no chão da delegacia, muito mais bêbado do que o Jeremias. Ele conta, orgulhoso, que encheu a cara de cachaça e quebrou vários carros, além de ter agredido um policial. Até aí tudo bem. Aos exatos dois minutos de duração do vídeo, o repórter pergunta se ele fumou maconha, e o bêbado levanta a cabeça assustado e diz, enfurecido: "eu sou cabra homem!". Quer dizer, na cabeça dele, beber 4 latas de cachaça, quebrar carros e agredir policiais, é normal, mas fumar maconha, não, isso é coisa de viado, ou de covarde, ou seja lá qual for o antônimo de "cabra homem".
Bom, e o que que eu acho sobre isso? Eu acho que é só uma planta. Aliás, muita gente acha isso também, tanto que lançaram um livro chamado "It´s Just A Plant". Ele é direcionado para crianças, e explica o que é maconha, de onde ela veio, por que ela é proibida, etc. Óbvio que não é nenhum clássico da literatura contemporânea, mas achei muito digno eles terem direcionado o livro às crianças. Conheço muitos adultos que fumam maconha e têm filhos, e já vi as pessoas comentando horrorizadas que eles fumam na frente das crianças. Será que seria melhor esconder tudo delas? Fingir que Papai Noel existe, e inventar outras mentiras para explicar o mundo, ao invés de falar a verdade?
Acho que esse raciocínio é exatamente a raiz desse e de vários outros problemas: nós somos ensinados, desde crianças, a preferir a mentira e o simulacro ao invés da coisa real. Ninguém quer saber o outro lado das questões, ou se aprofundar nos assuntos. É muito mais fácil - e foi assim que nossos pais e professores nos educaram - agir baseado apenas no que já sabemos e espalhar nossos preconceitos como se fossem um vírus.
Se você quiser fazer uma leitura objetiva sobre a história da maconha no Brasil, esse artigo muito interessante do Sérgio Vidal conta em detalhes a história da planta, desde suas origens no Afeganistão até os dias de hoje. Atenção para as fotos!
E se você quiser se manifestar a favor da legalização da maconha no Brasil, no próximo dia 4 de Maio, domingo que vem, vai haver uma marcha internacional a favor da legalização da planta e de todas as suas formas de consumo - até mesmo do fumo! É bem provável que a grande mídia ignore completamente o evento, então recomendo a todo mundo que participe pelo menos para ver o que vai acontecer, porque certamente o Fantástico e o Jornal Nacional não vão nem mencionar o acontecimento, muito embora existam 222 cidades brasileiras cadastradas no evento.
Para saber mais, entre no site da marcha em http://www.marchadamaconha.org/
E, para reforçar o velho e gasto clichê, vou fechar com uma música do Bob Marley!
(sim, aquele ali é o Toquinho, e o de baixo é o Chico Buarque...)
24 de abril de 2008
Maconha!!!
10 de março de 2008
Um dia na Igreja

Hoje meu pai me convidou a ir com ele até uma igreja. Era a missa de sétimo dia de um tio dele, que faleceu recentemente (há 7 dias atrás, para ser mais exato). Apesar de ser pagão e ateu convicto, aceitei o convite, em nome da boa vontade entre os cultos religiosos e da curiosidade científica.
Foi uma experiência interessante. A igreja é um lugar grande, iluminado, cheio de banquinhos de madeira. Alguns sacerdotes paramentados lêem trechos de um livro de histórias bem grosso, semelhante a O Senhor dos Anéis. Também tem umas rezas que todo mundo sabe de cor e declama junto. A parte chata é que você você tem que levantar, depois sentar de novo, depois levantar de novo, ajoelhar, levantar, sentar... deve ser um exercício saudável, mas se eu soubesse que ia ter isso eu tinha ido de shorts.
Como eu fico entediado muito rapidamente, e sou um entusiasta da arquitetura, fiquei reparando na decoração do lugar. Ao contrário das igrejas que eu já tinha visto em Ouro Preto, essa era muito bonita e limpa, com um estilo minimalista que me lembrou os anos 1960. As paredes eram brancas, e tinha uns paninhos roxos pendurados em todos os cantos, dando um clima aconchegante. Meu pai me explicou que eles só fazem isso na quaresma, e que ali normalmente ficam umas estátuas. Sinceramente, eu acho que eles deviam manter os paninhos.
Nas paredes laterais da igreja também havia uma decoração meio pop art: uma história em quadrinhos sobre um homem que carregava uma cruz de madeira. O nome dele era Jesus, e deve ser um cara importante para os cristãos, porque o padre não parava de falar nele.
Para meu alegre espanto, depois de investigar o decór do local eu descobri que, além de velhinhas com o cabelo meio roxo, também existem várias gatinhas que freqüentam a missa. Pensei que nunca ia ter chance com elas, mas de repente todo mundo começou a se abraçar e beijar, e várias delas pegaram em mim e beijaram meu rosto. Me dei bem, melhor do que em qualquer bar idiota que eu costumo freqüentar. Fiquei me perguntando se aquelas garotas todas obedeciam as ordens do Papa e só transavam sem camisnha. Para o bem delas, espero que não.
Um dos pontos altos do culto foi a hora do lanche. Lá pelas tantas os sacerdotes começaram a distribuir um biscoitinho branco para a turma. No começo eu pensei que eles deviam ser muito gostosos, porque logo se formou uma fila enorme para comê-los; mas depois reparei que eles estavam molhando os biscoitinhos em algum líquido dentro de uma taça. Talvez eles fossem mesmo gostosos, só que meio duros, e estivessem sendo molhados para facilitar a mastigação. Afinal, quase todo mundo que estava lá era bem velhinho e tinha os dentes fracos. Mas fiquei curioso para saber no que eles molhavam os biscoitinhos. Não parecia ser leite com Nescau.
De repente eu olho para o palco e vejo o cara despejando VINHO dentro das taças. Gatinhas me beijando, vinho rolando solto, e ainda por cima um cara começou a tocar uma música meio chata no violão... Eu estava me sentindo em uma festinha dos tempos da faculdade! Por isso, pretendo voltar mais vezes à igreja para beber vinho, comer biscoitos e paquerar as gatas. Espero que toque uma música mais dançante da próxima vez!
Finalmente, muitas sentadas e levantadas depois, a missa acabou, e ficamos na porta da igreja cumprimentando os familiares. O padre havia lido uns trechos do Livro de Daniel, por isso algumas pessoas me disseram "adorei seu livro, sábias palavras".
No final, uma das gatinhas, que eu não faço a menor idéia de quem seja, veio até nós e se despediu apertando a mão de um por um. Era óbvio que ela não conhecia nenhum de nós, e só fez isso por educação cristã. Achei isso bem legal, as pessoas nessa tal de igreja são bem simpáticas e parecem razoavelmente satisfeitas com a vida, ao contrário das pessoas que encontro nos lugares que freqüento.
Se bem que, até onde eu sei, o pessoal da Obra não é homofóbico, usa camisinha, e nunca acendeu uma fogueira com uma pessoa em cima.
Cthulhu, Tulu, Clulu, Clooloo, Cighulu, Cathulu, Kutulu, Q'thulu, Ktulu, Kthulhut, Kulhu, Thu Thu Hmong
Eu gostaria de dar um depoimento.
Depois que eu abandonei o cristianismo e me tornei um adorador de Cthulhu, minha vida melhorou muito.
Para quem não conhece, esse é o Chtulhu:
E esse é o seu criador:
Essa nova fé me deu motivo para comprar um carro:![]()
Ela também me deu motivos para ter um filho:
E eu comprei um brinquedinho pra ele:
Ela serve de inspiração para comida:
Ela me fez mudar de sistema operacional:
Enfim... Cthulhu é luz! É magia & sedução!

